Sábado, 19 de Maio de 2012
Litlle things vs Big errors

 

Há pequenas coisas que fiz na vida, das quais me arrependo profundamente. E digo pequenas, porque feitas com boa intenção a princípio, com o intuito de fazer compreender que me importava, gostava, queria, estava, era... Fiz mal. Por tanto fazer e tanto continuar empenhada, de pequenas coisas transformam-se em grandes tormentos. Um incómodo, uma coisa indesejada que culminou em erro. Erros, esses, que cega não reparava ia acumulando uns atrás de outros, pela insistência do empenho, naquilo que eu queria que fosse...Egoistamente, talvez. Nada pode ser só como queremos. Idealizamos!

Deveria ter sobretudo parado! Mais nada. Reflectido bem, para chegar a conclusão que... Persistir num erro, é sim idiota. Temos de respeitar o outro, quase acima de nós mesmos. Saber aceitar que nem sempre é como se quer. O outro é como somos, ou queremos transformar...Mesmo que gostemos, importemos, estejamos. Estar, podemos estar constantemente...De longe! Porque na nossa vontade só nós mandamos. Mostrar como somos faz-se com o tempo. Provavelmente, haverá, depois um período de reflexão "conjunto" que leva as partes a apurar que ambos exageraram (isto hipoteticamente falando). Sendo que tempos passados, tudo mais frio, vê-se que o gostar, importar, ser, querer, estar faz falta! Mas terá de ser encarado assim. Tudo passa, ou não! E assim se devem emendar. Evitar mais pequenas coisas, que por exagero de sentimento dêem erros... De que me venha de novo a arrepender profundamente. Ainda que em todos o erros feitos, nunca quisesse "moldar" ninguém ou "possuir-lhe" o ser, o poder...A liberdade de decidir. Tanto que decidiu. Aceito! Tão simples porque jamais permitiria que me tentassem "mudar". A fazê-lo, após extensa caminhada, SEREI EU e só eu, a decidir por mim.

 

Litlle things vs Big errors... Quase podia ser um título de música, cujo refrão seria sem dúvida: I'm extremely sorry

 

Verniz Negro

 


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publicado por Verniz Negro às 11:41
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Sexta-feira, 18 de Maio de 2012
Mudanças

 

Mudança! Passar por uma mudança qualquer que seja, não é fácil. Custa, dói, maça, dura e confunde. Porém no fim quando acama e se reflecte a frio compensa, muitas das vezes. Mudar de casa! De emprego. Estilo, discurso ou a mais radical e impossível... De ser.

Sendo que para se mudar de SER, temos de ter primeiro a noção de que somos e o quê? Sobretudo se nos agrada permanecer assim, ou se dá muito trabalho e não estamos para isso. Finalmente se sempre se quis e sempre se adiou, mas não se faz isso mais. Não sei se foi esta última que me aconteceu, nem tenho sequer a ideia de ter conseguido alcançar essa mudança tão plena que desejava, mas... Vamos por partes: 

  • Mudei muito, pouco, médio ou nada..... Mudei bastante.
  • Agrada, não agrada, foi estupidez......Não. Foi literalmente uma merda, porque custou, doeu, maçou, durou, moeu e confundiu. Mas válida.
  • De negro passei a destabilizado borrão disforme e imperceptível.....Também! Tudo preferível a lantejoulas e bolas brancas com fundo rosa.
  • Da contraditória e atrevidota q. b. misturada com a contestatária nasceu...... Uma outra que já existia. Selvagem, sangrenta, odiosa, mal comportada, insuportável, desafiadora, cínica, pérfida, louca, suicida, ousada, debochada....Sim! Ainda há cá mais. Que escondia. Reprimia. Que condenava e receava mostrar. Com medo de falar. Pecar? Haja pecadores na minha fila, que serei das menos maculadas.
  • O pior.... Calar. Ficar. Sossegar. Morder a carne, chorar, mas aguentar. Isso sempre foi feito. Agora muito melhor. Aperfeiçoa-se a cada dia. Ficar, calar, aguentar. De cabeça erguida. Tudo. Sempre. Por pior que seja, por melhor que pareça. Tem de deixar de ser. Passou a não ser nada.

Só se aprende, a dar trambolhões, cabeçadas, joelhadas e fazendo triste figura de nós. Fi-las todas. Estou toda negra ( ora a cor que gosto!) E não importa. Ninguém me deve nada, eu nada tenho a dever. Saldo resolvido. Não espero nada, não quero nada. Nada já me ilude, me parece tão normal e possível, Não existem possíveis. E normalidades, como o SEMPRE entrou em vias de extinção, segundo dizem: NADA É PARA SEMPRE, o para sempre não existe. Oi! Permitam-me discordar. Da mudança radical como em cirurgia geral ou outra qualquer ciência há falhas, baixas, scores negativos. A minha é o Sempre. Se nada me ilude, não há normais, tudo é vazio e recto, incolor, inodoro... Feito à vontade dos que assim exigem. Deixem-me o SEMPRE. Que para mim é constante, eterno e verdade.

É! O raio da mudança fere. Porque nos abre de cima a baixo começando na cabeça e revolvendo os miolos com arames. Vem por ali impiedosa e arranha a garganta, engancha-se no coração e saca! Muito do que está, deixando-o em ferida. Ainda mais maltratado. Esventra veias, e órgãos vitais, que nos fazem andar aflitos, a estancar hemorragias e a pôr pensos e ligaduras. Até as pernas não ficam isentas. Seguras. Tudo se abala. Como abala a inocência, a fé nos outros. Como se vai muito do encanto e da simplicidade das coisas. Tanto mais de ingenuidade, para entrarem DE ROMPANTE... A secura do deserto. Aquela aridez que faz de nós duros, como couro. Que nem permite lágrimas porque é sinal de fraqueza e iria humidificar o solo, em pó!Não fosse germinar algo...Não! Fracos? Deles ninguém se lembra.

Mudei! Ainda que não pareça, mas quem me lê, observa. Quem me conhecia, vê! Muita da candura foi-se, outro tanto de luz, de alegria ou brilho ténue. Apagou-se. Ficou a desilusão, mas a força. A determinação agudizada, ainda a ser muito trabalhada. A quem me ajudou a mudar, o meu obrigado. Não vou mentir. Muitas das vezes odeio-vos, por me deixarem como campo minado depois de explodir...Só buracos. Outras? Agredeço-TE! E são mais essas. Por tudo e muito mais. Especialmente por cada pedrada, bofetada, escarro e murro no ego. Acho que valeu a pena. Gosto mais de mim hoje. Ainda que a de ontem, fosse assaz mais doce.  Ainda venha ao de cima! Mas conto afogá-la num balde, o mais breve possível. A ti devo. Nunca o esquecerei. Como não te esquecerei também. E não é por te desejar mal...Raios me partam!

 

Eu, em mais uma madrugada diferente... De insónia e muito ruído mental.

 

Verniz Negro 

 


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publicado por Verniz Negro às 04:19
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Quinta-feira, 17 de Maio de 2012
Não sei se hei-de rir...

Se chorar... 

 

Paulo Baptista recebeu com "orgulho e muito prazer" a nomeação para arbitrar a final da Taça de Portugal, que oporá o Sporting à Académica, no domingo (17 horas), no Estádio Nacional. "Estar na final da Taça de Portugal é um objetivo para qualquer árbitro. Depois, o Estádio Nacional marca-me em termos de carreira, pois foi lá que fiz o jogo de estreia na 1.ª categoria", afirmou Paulo Baptista à Rádio Renascença. "Acreditava que era possível chegar este patamar e a este tipo de jogo, que é a festa do futebol português, diferente de todos os outros", acrescentou, lembrando os quase o 200 jogos que leva na 1.ª categoria, ao longo de 16 temporadas, que fazem dele o árbitro português mais antigo em atividade.

 

PENA QUE O SENHOR AGORA JÁ NÃO SE "ACHE SEM CONDIÇÕES" PARA "APITAR" um jogo do Sporting

 

O Sporting, pelo seu presidente da Mesa da Assembleia Geral, criticou a nomeação de Paulo Baptista para dirigir a final da Taça de Portugal, marcada para domingo, no Jamor, em Oeiras. Eduardo Barroso considera «uma falta de respeito» pelos leões.

 

«João Ferreira e Paulo Baptista, por uma questão de respeito pelo Sporting, deviam ser poupados a apitar jogos do nosso clube esta temporada. Não se trata minimamente de pôr em causa a competência ou de desconfiança em relação ao juiz. Se calhar o próprio árbitro não devia apitar o Sporting no Jamor, já que entendeu não ter condições para ir a Aveiro», afirmou o dirigente leonino ao Correio da Manhã. Paulo Batista é o árbitro nomeado para dirigir o encontro da final da Taça de Portugal.

 

Na base das críticas de Eduardo Barroso, recorde-se, está a falta de João Ferreira (Setúbal) e Paulo Batista (Portalegre) a uma partida do Sporting frente ao Beira-Mar, em Aveiro. João Ferreira foi designado para orientar o encontro do Sporting em Aveiro, mas recusou-se. A comissão de arbitragens escolheu, como segunda opção, Paulo Baptista que também se mostrou indisponível.

 

Enfim... Continua! Não é só na política, infelizmente. Porque o outro também foi nomeado para a final da Liga dos Campeões.

 

Ser menos "claro" nas suas opções compensa!

 

Verniz Negro



publicado por Verniz Negro às 16:30
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Exercitando a mente

 

"Nós precisamos entender melhor a natureza humana, porque o único perigo real que realmente existe é o próprio homem." - Jung

 

 

Dentro de cada homem há uma criança indefesa que brinca com uma boneca, chuta uma bola e sorri. Mas há também um monstro frio e calculista capaz de prejudicar, roubar, violar e trazer a morte... Igualmente com um sorriso afável nos lábios.

 

 Verniz Negro

 

 

 

"Erros são, no final das contas, fundamentos da verdade. Se um homem não sabe o que uma coisa é, já é um avanço do conhecimento saber o que ela não é." - Jung 

 

 

Ninguém nasce erudito ou sequer, letrado. Nem depois de toda uma vida de estudo ou pesquisa, apreendeu o todo do que lhe faltaria aprender. Sejamos então humildes connosco mesmos para aceitar que todos erram, especialmente nós. Que tudo o que nós temos como verdade, poderá ser somente o iníco da descoberta da mesma, ou não, para outro qualquer. O que não deixará, nem fará essa opinião, menos válida que a minha. 

 

 Verniz Negro

 

 



publicado por Verniz Negro às 15:31
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Terça-feira, 15 de Maio de 2012
Proibições e promessas

 

 

Prometi que não olharia para o horizonte. E proibi-me de esperar calmamente a noite. Não quero saber de movimentos na rua. Se são muitos, poucos. Soam diferentes do habitual. Porque os teus passos não se farão ouvir entre eles. Prometi que poemas, só de guerra ou alegria. E proíbo-me de viver durante o dia. Só vegeto. Torno-me planta de arquitectura. Do mais alto edifício, estrutura. Faço-me rio corrente para o mar. E quando lá chegar, fundo-me com o céu. Prometi que jamais te desejaria... meu! Nem por sombras me importaria, como passas a tua noite, muito menos o teu tempo. Dou por mim a costurar sem tesoura, linha, ou agulha. Faço lindos fatos de alta costura para desfilarem como eu: Brilhantes, vivos. Importantes criações de artista inspirado. E por detrás, nos bastidores, é tudo somente alinhavado. Logo se desmancha. Por isso decido planear! Vejo-me miúda. E um dia quando crescer tudo me correrá como bola nos pés do melhor jogador. Marcarei só golos, nunca de penalti. Sempre de meia distância. Com classe e elegância, direitos ao meu objectivo. Mesmo que estejas nas bancadas, a ver-me, prometo fazê-lo tão bem, que não me terei distraído...Por isso também. Proibi-me de te querer bem. Faço um esforço! Limpo o pó todos os dias a preceito. Sacudo o pano, energicamente para ver se abanando forte...Tu me cais do peito! Voas, sem que possa ir atrás para trazer-te de volta. Porque eu não tenho asas! Se me atirar, para te buscar, a minha ida será por ter sido idiota. Suicídio! De quem não pensa. Porque eu acabo. Mas, tu continuas. E porventura ainda rirás, como é natural. Dos meus actos. Das minhas proibições e promessas. Que foram em  vão. Digo-te eu: Estás, enganado! Ao encontrar o chão para mim estaria, sim, tudo acabado. Para ti? Não sei. Lidasses como quisesses. Sendo que decidi, que por ti mais, não penarei. De uma forma ou outra, ganho. Ganhei! Ou, não. Que importa? Prometi que viveria. Deixei de estar morta. De amor que te dirigia. Só padeço de teimosia.

De muita vontade... Que ainda te lembres, de quando "eu" existia.

 

Verniz Negro

 



publicado por Verniz Negro às 23:34
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Carlos Martins

 

Sempre fui Sportinguista desde que me conheço. Gosto, não! Amo o meu clube de paixão. Antes de mais sou ser humano e mulher. Mas que saiba um ser pensante e por ser mulher, não me vejo em nada condicionada a pensar e manifestar a minha opinião, ainda que a mesma possa valer o que vale. E a minha postura aqui, à beira do Europeu é de portuguesa e "a clubista." Portanto: Se não me compete por um lado "exortar" sobre as escolhas do nosso seleccionador nacional (homem do meu clube), poderão no entanto deixar-me um pouco confusa, receosa, ou porventura orgulhosa as feitas, com rara excepção.

E se Carlos Martins já foi um dos "nossos", agora é um dos do "mundo" simplesmente não lhe nego ou discuto a qualidade, só uma coisa (a tal...excepção) me deixa a falar sozinha. Ora se Paulo Bento confia e além disso quis mostrar a sua solidariedade a um jogador da selecção, na pessoa de Carlos Martins, louvo-lhe a decisão. Porque pode ter o sentido de abanão psicológico. Incentivo para tudo de mau que ele está a passar no "banco" da sua vida. Por outro lado se tem essa componente de "chicotada no ego", não poderá ao mesmo tempo tornar-se motivo de instabilidade para todo o grupo? Se acontece algo "mais grave" que necessite abandonar e regressar?  

O problema com o filho, ( que espero seja definitivamente solucionado, com as melhoras do menino), o início de tratamentos e a partida para um país estrangeiro, longínquo, deixando uma mãe só apoiada na família, médicos, e(ou) amigos, não será um motivo de pressão adicional? Não seria preferível tê-lo deixado "agora" de fora, por uma razão que o próprio também entenderia e aceitaria, não se sentindo diminuído ou preterido, em vez de o submeter a maior "desgaste"? Claro que poderão dizer: Assim empenha-se. Até foi para esquecer toda esta amálgama descompensadora que a doença provoca? Mas será que um PAI esquece? Seja nos confins do Universo e o melhor jogador do mundo, com a adrenalina da bola nos pés... Quando eles ao marcar um golo, tantas vezes o dedicam à família? Aos FILHOS! O melhor da vida de qualquer craque, ou de simples mortal. Não sei! Quero muito que façam todos um bom europeu. Que Portugal o ganhasse seria o culminar de tanto esforço e merecido prémio, que tem faltado. Desejo sinceramente que tudo corra bem ao menino. Que Carlos Martins dê o seu contibuto e se faça grande junto aos de mais. Mas a acontecer algum precauço (e falo só de uma simples complicação) isso não destabilize todo um grupo e comprometa toda uma campanha.

 

A CARLOS MARTINS a minha solidariedade e admiração.

 

Ao nosso seleccionador... Pois, que tenha sido boa toda a escolha

 

A todos eles...Força pessoal. Vamos ganhar o Europeu e oferecê- lo ao GUSTAVO?

 

Verniz Negro



publicado por Verniz Negro às 14:20
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Euro 2012 Cântico de Portugal

 


Ele pediu e eles (povo) deram...


 

 

Esperemos que eles também nos dêem uma grande alegria... Força Portugal! É já dia 9 de Junho... ÀS 8,30h

 

PORTUGAL vs ALEMANHA

 

 E a seguir...

 

DINAMARCA E HOLANDA.

 

Logo este grupo!  Que haja inspiração por parte dos "nossos" homens 

 

Verniz Negro



publicado por Verniz Negro às 01:03
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Segunda-feira, 14 de Maio de 2012
O PECADO!

 

 

Diz-se a certa passagem do ensinamento religioso: Não deverás ...Pecar! Nem por PENSAMENTO...ACTO, ou OMISSÃO?

 

E se toda a base do pecado está essencialmente no pensamento? Que cresce em nós como cogumelos no chão. Com um efeito de droga potente, que tolda qualquer raciocínio e nos estimula para...O ACTO. É aquele tremor no corpo pior que devastação de catástrofe natural. É aquela ideia, só fixa na mente, que enquanto não se põe em pratica, inunda e afoga tudo como um tsunami emocional que não permite resistir...E lá está. A pressa! A loucura. A fome, a sede. A "prova"... Como em corrida de obstáculos. Como uma diferença pequenina. No "normal" pensar-se-ia nas contra-indicações. No que irá comportar tudo aquilo (mas qual quê?), aqui somos os maiores atletas! Contornamos o "motivo/obstáculo" com a leveza de um dançarino de ballet.

É mais uma vez vem ele...O ACTO! Ai, o ACTO!!! Em uma, duas, três ou mais partes da tragédia (teatral da vida)... Ou comedia porque também dá para rir, por vezes, de tanta idiotice... "Como é que se foi capaz de fazer aquilo? Mas se foi bom?" Então passemos à fase seguinte... A OMISSÃO. E aqui começa outro género de "fogo", confusão mental e física. O peso na cabeça (porque ainda temos enraizados os "mandamentos" ) Seja-se ou não crente! Porque ser crente no CORPO, na CARNE, (do próximo) no DESEJO! Passar ao "ataque" qualquer crê... E fervorosamente! Mas regredindo: É a angústia! A culpa, a insónia. A insatisfação de se estar a faltar aos "votos" e à verdade... É olhar nos olhos do outro e pensar para dentro: "Se tu soubesses..." É a vontade de contar que se adia. Nunca se faz, ou quando se não suporta e se arma um qualquer de nós em herói, pode esperar duas coisas: Mala À porta de casa, ou um condescendente sorriso, porque se ama muito e... Perdoa-se. Hum...Pois perdoa. Mas é raro! E demodé.  Não será que do outro lado haveria também algo a confessar que fica no tipo: "Ai, sim? Ainda bem que também fiz que assim estamos empatados!" Bolas! O PECADO é tramado! Porque ao menos podia dar uma chancezinha...Mas não!

Um tipo pensa! E não é como o outro, (logo existe!) É mais: "Estás feito porque pensaste!" E depois? Chiça! Uma pessoa PENSA...Constantemente. Por isso, deve ser essa a causa do raciocínio geral, assim: "Bem, já que pensei e pequei por pensar, então passo à prática! Depois de AGIR logo trato da OMISSÃO." Quer dizer: Uma pessoa é mesmo OBRIGADA! OBRIGADINHA... (Mesmo contrariada) a PECAR... Porque pensa. Está, mal! Muito mal... Ai, não está? Então leiam-me só este bocadinho do que diz Mateus...Que terá dito Jesus. Já naquela altura havia uma propensão para o "diz que disse..."

 

"Eu, porém, vos digo: todo aquele que olha para uma mulher com desejo libidinoso já cometeu adultério com ela em seu coração" (Mt 5,27-28).

 

Então! Tenho razão ou não? Uma pessoa olha... mas pensa! Ao mesmo tempo, e pronto: "Estás feito porque pecaste." Ora se é para pecar então que se PEQUE!!! Ou não é? E depois a Igreja admira-se da malta levar as coisas à "letra". E queixa-se de tanto pecador. E que não vamos à missa. E que não damos esmola aos pobrezinhos. E que além destes pecados da "carne", ainda há os do vinho e  do "pó" e coisa e tal... Bem mas a Igreja também se queixa de tudo! Portanto, moral da história: "Já que o pessoal está a pecar cada vez que acorda...Olha, depois logo se vê...O problema da Omissão. Da confissão e da absolvição se a houver." Por enquanto fica-se pela consumação! Com a CONSUMIÇÃO...Podemos bem.

Nota: E ponto de ordem à mesa: "...todo aquela que olha para um homem com desejo libidinoso já cometeu adultério com ele... Ponha-se esta frase no feminino. A igualdade é boa e nós gostamos muito (em certos casos).

 

Verniz Negro 


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publicado por Verniz Negro às 17:11
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Há uma linha que separa...

 

 

 

 

Há uma linha que separa:

 

Aquilo que eu quero ler, ver, interiorizar e me faz bem. Contribui para que concorde, aprenda (e possa até elogiar...) Do resto que não interessa NADA. Talvez não só a mim, mas à maioria.

 

O que eu quero ver não é um folhetim, (resumos de telenovelas, talk-shows)  uma cena ultra "marada", desfiles de moda (sapatinho pi-pi e sainha a condizer com lacinhos e folhinhos às bolinhas). Conversas da treta e resumos alargados das desgraças "caseiras" quer politicas, piscatórias, desportivas sem miolo...ou afins.

 

Por isso meus filhos apliquem-se nos posts! Porque há muitos de vocês que já me fizeram perder tempo... Consequentemente pisaram essa linha há muito.

 

Verniz Negro



publicado por Verniz Negro às 10:47
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Sábado, 12 de Maio de 2012
Ama-me... Outra vez!

 

 

Ama-me outra vez. Mas de novo. Deixa o ponta do teu dedo tocar trémula e indecisa a minha pele alva, fria e na expectativa, como ontem....Lá, atrás. Olha-me profundamente e deixa que só se ouçam os sons das respirações, ainda em paz...Inocentes. Enquanto os nossos corações já se travaram de afeição e vão... De mãos dadas. As almas se abraçam, suave, como fina cambraia. Ensina-me pacientemente o que te faz tão experiente.

Vai de mansinho a cada cantinho meu recatado e planta-lhe sementes de margaridas, que floresçam em branca candura. Mata a ansiedade e a amargura, como beijos e afagos, bem intencionados e sabiamente direccionados. Deixa-me entrar nos sítios que escondes dos outros, e a mim ofereces. Que eu por eles vá, tal qual em praia quando amanhece. Obriga-me docemente a deitar depois de sentada e fica só a afagar a minha face afogueada. Alisa-me o cabelo sem desviar os olhos. Entreabre os lábios, mostrando-me franco o sorriso. Que há... Muito mais lá dentro, à minha espera. Deixa! Que ponta dos teus dedos se transforme em toda a superfície da tua mão e com ela... Vai por aí! Em reconhecimento. Descobrindo, colinas e curvas, nas minhas rectas, feitas planície no teu mapa a percorrer. Salta daqui, para ali, como se em pontes o fizesses vendo-lhes o fundo...Debruçado. As que albergam rios... De sangue já alvoroçado.

Espia-me! Experimenta-me... À tua medida.  Descobre-me! Qualquer canto desconhecido, por mim ocultado...Ainda! Vagarosamente. Depositando esperança. Faz-me "banco de reserva" forte...E seguro! Acende fogos, em foguetes, que irão deflagrar já noite alta. E... Abre! O que está unido. Re- Investe, no que se apresenta recolhido. Prova que há mais coisas a saber. Que eu espero, que me aches boa aluna, no fim do teste... De toda a turma, a mais disciplinada. A mais desejada. Acima das demais...Classificada!

 

 

O amor! É uma constante aprendizagem a dois, num culminar de expectactiva...Sempre elevada!

O prazer extremo que nos damos, na entrega e experiência obtida.

 E a vida! A minha e a tua... A pele, palavra honesta, da alma nua.

Assinatura aposta em tratado, que a cada passo validamos...

Até que um dia...Finalmente nos separemos...Ou para sempre, unidos fiquemos.

 

Verniz Negro



publicado por Verniz Negro às 19:09
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